A distribuição sangüínea

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A distribuição sangüínea

Mensagem por Taimy Duarte Ortiz em Dom Nov 30, 2014 10:01 am

As pressões hidrostática e coloidosmótica do capilar

Na microcirculação, existe um grande conjunto de forças que tende a promover a passagem de líquido da luz do vaso para o interstício, e do interstício de volta para a luz do vaso. A primeira é a pressão hidrostática , que é a pressão exercida pela presença física do líquido, de sangue, e se encontra maior na luz do vaso.

Se houvesse apenas a presença da pressão hidrostática, haveria um grande edema contínuo, com perda constante de líquido para o interstício. Curiosamente, à medida que há extravasamento de líquido (plasma) de dentro do vaso, as proteínas do sangue aumentam, proporcionalmente. As proteínas exercem uma força, a pressão coloidosmótica , que é a força de atração de água exercida pelas proteínas. Na medida em que o sangue chega à porção arteriolar do capilar, a pressão hidrostática do vaso é superior à pressão coloidosmótica, de forma que contribui para o extravasamento de líquido para o interstício.

Quando se caminha para o lado venoso do capilar, a pressão hidrostática diminui muito, pois boa parte do líquido já saiu, e a coloidosmótica aumenta muito. Mesmo sem considerar outras forças, esse equilíbrio tende a fazer com que não ocorra acúmulo de líquido no interstício. Um pequeno acúmulo, feito ao longo do tempo, é reabsorvido pelos vasos linfáticos, que são como dedos de luva, com ponta cega, que mergulham no interstício, possuem válvulas e têm capacidade de drenagem muito grande, possuindo grandes poros nos endotélios; absorvem não somente líquido, mas também restos celulares, proteínas e solutos que existem no interstício. Portanto, o conteúdo dos vasos linfáticos não é plasmático, mas leitoso, rico em solutos protéicos e lipídicos.


As pressões hidrostática e coloidosmótica do interstício

A pressão hidrostática do interstício tende a empurrar líquido de volta para o vaso. A pressão coloidosmótica do interstício tende a atrair líquido para o interstício. Existe uma correlação muito dinâmica de líquidos que entram e saem do interstício. Numa situação fisiológica, considerando que a permeabilidade vascular não está alterada, não há acúmulo de líquido no interstício, pois o mesmo é drenado para os vasos linfáticos.

Taimy Duarte Ortiz

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